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Câncer de mama: quando fazer mamografia e ultrassonografia da mama



Fazer o rastreamento do câncer de mama e os exames periódicos é uma das maneiras de evitar que a doença se desenvolva em graus mais severos


Prevenir o câncer de mama é um dos hábitos mais básicos de saúde da mulher e um ato de amor próprio. Realizar exames preventivos periodicamente é uma das maneiras de sair na frente na corrida contra essa doença que é a maior causa de morte por cânceres no Brasil em mulheres.

Outra maneira de evitar casos graves de câncer de mama é realizando o exame de mutação genética, que identifica maior propensão ao câncer de mama e outros tipos de câncer por meio da hereditariedade, com a mutação dos genes BRCA1 e BRCA2. Mas, ainda que o resultado desse exame seja positivo, isso não é uma sentença de que a pessoa desenvolverá o câncer. O risco de um homem desenvolver o câncer de mama, bem como outros tipos, como o câncer de próstata, também aumenta se ele tiver mutações nesses genes.


O exame de mutação genética tem esse nome pomposo, mas nada mais é do que um exame de sangue que pode detectar essas alterações, ou seja, é bastante rápido e simples, nada mais doloroso do que um hemograma comum, mas infelizmente esse ainda é um exame com alto custo, não disponível no SUS ou convênios médicos.


Quais exames podem detectar o câncer de mama?

O primeiro passo para a detecção do câncer de mama é o autoexame. O diagnóstico de fato é feito por meio de exames de imagem como ultrassonografia de mama, mamografia e ressonância magnética. Em caso de resultado inconclusivo, é necessário realizar uma biópsia, que retira um pedaço do tecido com suspeita para análise. Isso pode ser feito por meio de um exame chamado mamotomia.


Em casos de cirurgia prévia de mama, como de cânceres anteriores ou até mesmo diminuição ou prótese, é possível que cicatrizes internas ou restos de tecido sejam confundidos com possíveis tumores em exames de imagem, isso é bastante comum.


Em 1940, o risco de uma mulher desenvolver o câncer de mama ao longo da vida era de 5%. Agora, o risco é de cerca de 12%. Em cerca de metade dos casos, a mulher não possui fatores de risco conhecidos. Mulheres que realizam mamografias periódicas para o rastreamento do câncer de mama têm maiores chances de sobrevida mesmo que haja o diagnóstico da doença.


Quando é preciso fazer a mamografia?

A primeira mamografia costuma ser recomendada pelos médicos a partir dos 40 anos, mas quando há casos de câncer de mama em parentes de primeiro grau a recomendação é que o acompanhamento por meio de mamografia comece a ser feito 10 anos antes da idade diagnóstico do familiar, por exemplo, se sua mãe teve diagnóstico de câncer de mama aos 35 anos de idade você deve iniciar seu rastreamento aos 25 anos.


Mas a hereditariedade é apenas um dos fatores de risco para o desenvolvimento do câncer de mama. Existem outros que talvez sejam tão ou mais relevantes quanto, como a obesidade, hábitos com o tabagismo e o consumo freqüente de álcool e tratamentos hormonais. A hereditariedade, aliás, é responsável apenas por 5% a 10% dos casos do câncer de mama.


Ao analisar o histórico familiar para o câncer de mama também é importante considerar o lado paterno da família que geneticamente é tão importante quanto o lado da família da mãe para determinar o risco pessoal de uma pessoa desenvolver câncer de mama ou não.


A importância dos exames de rotina

Realizar os exames de rotina e o autoexame regularmente é de suma importância para evitar ou tratar desde o início o câncer de mama. Investigar é essencial para manter a boa saúde. A freqüência dos exames depende do que o seu médico estabelecer, baseado em fatores de risco, hábitos e idade.

Fatores que NÃO causam câncer de mama

Existem alguns mitos bem propagados no cotidiano quando o assunto é câncer de mama. E a maioria deles é infundado, sem qualquer embasamento científico que possa dar qualquer tipo de respaldo a eles. Portanto não passam de mitos e não devem ser colocados como fator de risco para o câncer de mama. São eles:

  • Usar desodorantes antitranspirantes

  • Vestir sutiãs com aro

  • Abortar

  • Ter alterações mamárias fibrocísticas (tecido mamário denso com cistos benignos)

  • Gestações múltiplas

  • Café e cafeína

  • Usar tintura de cabelo

E se for detectado o câncer de mama?

Se você foi diagnosticada com câncer de mama, será preciso saber qual e o tipo e quão avançada está a doença. O teste de linfonodos poderá dizer se a doença se espalhou ou não. Outros exames complementares podem auxiliar o médico a definir quais serão os tratamentos aplicados de acordo com o diagnóstico e com o seu perfil. Existem, ainda, testes que podem prever a probabilidade de seu câncer voltar após o tratamento.


Mas o mais importante é compreender que um câncer de mama não é uma sentença de morte, é tratável e sua chance de cura está em torno de 95%. Portanto, o importante é se cuidar.

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